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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
História - ou Sociedade e Vida no Tempo
Esta é uma disciplina por excelência do campo das Humanidades.
O texto escolhido para orientar a aula é a reflexão de Marc Bloch, um nome expressivo da Escola de Annales, da corrente histórica originária ainda à época da grande depressão e preocupada com a "longa duração"e seus processos. Seu texto vem carregado de reverência e da defesa do campo da História e seus métodos.
Como sempre, aguardamos comentários e dúvidas após as aulas.
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BLOCH, Marc (2001). Apologia da História ou o oficio do Historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor
Cap. 1 - A história, os homens e o tempo
A história é um "problema de ação" - diante d imensa realidade ele, recorta, escolhe
Não é a "ciência do passado" - diferente da velha historiografia não é uma narrativa, descritiva, "contada"
Alguns problemas podem parecer da alçada de outras ciências. Por exemplo, o assoreamento na costa flamenga. Mas quem influenciou sua produção, quem auxiliou sua transformação? Para fora da biologia ou da geologia, foram os atos humanos, de dada estrutura social
sociedade "remodela" o real e em sua raiz estão os HOMENS, este sim o objeto da história - onde o hsitoriador fareja "carne humana" está sua caça
mas, não apenas uma ciência do homem, mas dos homens no TEMPO
Identificar com precisão a curva de destino entre o homem e a civilização que representa sua atmosfera
tempo como continuum e perpétua mudança - antítese que produz a matéria da História
nunca se estuda a história fora do estudo de seu momento -apelar apenas "à origem" dos fatos, ideias ou épocas não esclarece -
por que isto influenciou o presente desta forma, em que momento? - há o momento da instalação e o "terreno" onde algo se instala
o presente - efêmero, momento, não explica tudo como algumas ciências imaginam, nem é prisioneiro meramente do passado
homens, ocorrências, ideias de antes DEVEM SER RECOLOCADAS NA ATMOSFERA MENTAL DE SEU TEMPO, MAS É VÃO COMPREENDER O PASSADO SEM NADA SE SABE DO PRESENTE
"São as experiências cotidianas que, para nuança-las onde se deve, atribuímos matizes novos, em última análise os elemento, que nos servem para reconstituir" (p. 66).
primeiro observar a paisagem de hoje, a perspectiva do conjunto de onde se parte - daí penetrar em documentos anteriores, na "brumosa gênese"
trata-se história da "(...) ciência dos homens no tempo e que incessantemente tem a necessidade de unir o estudo dos mortos ao dos vivos" (p.67)
A única história verdadeira, e que somente pode ser feita com ajuda mútua de pesquisadores, é a história universal.
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